<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662</id><updated>2011-04-22T00:33:28.204-03:00</updated><title type='text'>banalidades essenciais</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-460311781996145526</id><published>2008-07-05T15:44:00.002-03:00</published><updated>2008-07-05T15:49:03.533-03:00</updated><title type='text'>Num domingo amarelo - parte I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A fumaça dançava sobre o cinzeiro a alegria das cinzas que caíam. A vida é um cigarro aceso fumado por ninguém, concluiu sorrindo da imagem-chavão e ingenuamente niilista. Ainda pôde esboçar mais um sorriso ao pensar nisso como um bom final de história, arremate providencial para uma série de desventuras desconexas, que poderiam frustrar desejos de unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vidro da porta-janela, o sol secava marcas gordurosas de dedos. Será que aquela maldita só sabe limpar onde se pisa? Homem sozinho acaso é cego para detalhes da sujeira? Não lhe pago a diária para me incomodar formulando reprimendas. Ela sabia que ele se calava enquanto explodia por dentro. Assim a diarista ia cobrando com altos juros os desmandos das dondocas, a marota. Deixava pêlos e cabelos nos ralos, teias vivendo nos cantos, manchas de excretas no vaso. Essa Lourdes sente-se superior ao homem de meia-idade sozinho. Hã, meia-idade. Meia-vida, meia-morte. Costume besta de se medir tudo. O último cigarro acabara, a cerveja ainda não. Abriu a geladeira e pegou mais uma lata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá de baixo, da avenida, chegavam arremedos de motores. Os olhos flagraram imaginação do interior de um daqueles bonitinhos carros utilitários. Um pai obeso, cabeça lisa e brilhante, uma mão preguiçosa na direção e a outra diligente a tirar um fiapo de carne do meio dos dentes; ao lado, a mulher escondida atrás de óculos escuros tapando metade da cara, gozava e sofria os planos de uma nova cirurgia plástica; dois moleques descabelados no banco de trás, um hipnotizado nos olhões da heroína do mangá, o outro ensaiando reivindicar aos da frente noites com a namoradinha no quarto dele. Não, não, que inferno, porra! Deve haver um real imaginado além desse entremezo familiar. Além da busca obrigatória de prazer e união na churrascaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-se da família, a algumas centenas de quilômetros dali. Culpava-se por não ter vontade de ligar e conversar com pais ou irmãos nos últimos dias, mas bem a examinando, pensava ser essa culpa nada mais que um atalho fácil para justificar o cumprimento daquela vontade, notavelmente mais sincera. Nas conversas com a mãe ouvia sempre “fica com Deus”, “Deus te abençoe” e respondia automaticamente “amém”, para depois refletir sobre o valor de ter como companhia uma possibilidade de existência (que longe estava de negar) ou a respeito dos limites entre a maldição e a benção, ou mesmo o que vinham a ser elas, tanto para quem as endereça quanto para quem as recebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo tem que existir, mas não deveria. Domingo é dia de se reunir, isolando-se em meio a almoços, passeios, piadas, abraços e sorrisos. Ou é dia de se isolar, abrindo-se à dissecação da alegre e insincera vida social. Quem gosta de balança, que a justiça seja feita, e lance aos pratos as medidas do imponderável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-460311781996145526?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/460311781996145526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=460311781996145526&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/460311781996145526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/460311781996145526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/07/num-domingo-amarelo-parte-i.html' title='Num domingo amarelo - parte I'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-4575485369652636934</id><published>2008-06-30T13:47:00.004-03:00</published><updated>2008-06-30T13:57:26.896-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;moça, segue o traço &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;             por um cab &amp;shy;— &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;              aço me cab &amp;shy;&amp;shy; —&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;            e o abra — ço&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-4575485369652636934?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/4575485369652636934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=4575485369652636934&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/4575485369652636934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/4575485369652636934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/06/moa-segue-o-trao-por-um-cab-ao-me-cab-e.html' title=''/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-5057146212573299434</id><published>2008-06-13T14:13:00.001-03:00</published><updated>2008-06-13T14:15:34.935-03:00</updated><title type='text'>Cara</title><content type='html'>Ensaiei pra cartão de visita uma cara neutra: a expressão ignorante da lhama e a gravidade soturna da coruja. Uma cara de empregado do mês, de bom moço que toda mãe quer pra genro, ficha limpa, sem antecedentes, ausente do espinho na carne, cara de comercial pra pasta de dente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Treinei o semblante pra não parecer azedo, "demonstre ao semelhante alegria desde cedo", me diziam lá na igreja, porque a primeira impressão é a que estica, repuxa, estrebucha: e assim a cara fica. "Olhe, ali vai passando um sujeito equilibrado" - não sei se é o que quero que pensem, mas assim penso que me vêem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o inferno são os outros, criei em seus portões um simulacro de céu povoado de anjos-álibis, que mataram o réu de tanto tocar trombeta e quedaram desocupados, deprimidos de asinha caída, caídos mas ainda anjos, daí desequilibrados. Mas meu equilíbrio não é neutro; em desgraçada simplificação é céu e inferno: céu simulacro, de habitantes desempregados, inferno de diabos sem cara, pois enquanto outros, só lhes vejo da barca o equilíbrio e o desequilíbrio encenados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-5057146212573299434?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/5057146212573299434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=5057146212573299434&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/5057146212573299434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/5057146212573299434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/06/cara.html' title='Cara'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-8797422006305039557</id><published>2008-05-05T22:57:00.000-03:00</published><updated>2008-05-05T22:59:43.550-03:00</updated><title type='text'>Lira Sertanezina</title><content type='html'>Como cana nasci e cresci no sertão pequeno&lt;br /&gt;cercado de cana por todos os lados.&lt;br /&gt;Aprendi que o início foi a praça e a igreja&lt;br /&gt;depois dum fim que fora café. A fé e a terra&lt;br /&gt;que se dedicou a uma santa: nasceu&lt;br /&gt;Sertãozinho, crescido na cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra Sertãozinho crescer, a cana&lt;br /&gt;foi fugindo em distância da praça e da igreja,&lt;br /&gt;cedendo seu sangue, a terra vermelha,&lt;br /&gt;pra gente que trazia sonho de longe: crescer&lt;br /&gt;tal qual cana cresce na califórnia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sertãozinho, querendo ser grande&lt;br /&gt;Mas no fim tão pequeno. Meu Sertão&lt;br /&gt;Tão zinho, pra mim você foi e você é&lt;br /&gt;os canaviais das andanças de moleque…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As folhas da cana que me vincavam cortes ardidos;&lt;br /&gt;o corte do podão sofrido do bóia-fria, que parou de cortar&lt;br /&gt;com a chegada da máquina que não se corta.&lt;br /&gt;Os gomos da cana que eu admirava de tão bem torneados e tão matemáticos;&lt;br /&gt;o trabalho dos engenheiros, dos metalúrgicos, do meu amigo Zé, torneiro mecânico,&lt;br /&gt;pra manter rodando dia e noite as usinas.&lt;br /&gt;A casca dura descascada no dente pra sugar&lt;br /&gt;de cada gomo o açúcar e depois cuspir o bagaço;&lt;br /&gt;os dentes precisos das engrenagens, a energia, as turbinas,&lt;br /&gt;as moendas, as caldeiras, o caldo grosso.&lt;br /&gt;Quanto açúcar, calor e ferro, cristal e aço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Sertão, Sertãozinho&lt;br /&gt;Só quem conviveu anos com vinhaça&lt;br /&gt;Sabe o que é ser também garapão.&lt;br /&gt;Meu Sertãozinho, Sertão&lt;br /&gt;Só quem respirou anos de fuligem&lt;br /&gt;Sabe o que é ter cana queimando na alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma de safras e entressafras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma entorpecida de álcool,&lt;br /&gt;da euforia de produzir álcool:&lt;br /&gt;política do álcool, pró-álcool, carro a álcool&lt;br /&gt;crise do álcool, febre do álcool…&lt;br /&gt;É tanto álcool, meu Deus, que o tonel transborda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E paz encontrava em olhar a cana&lt;br /&gt;de cima do velho morrão.&lt;br /&gt;Olhar praquela colcha verde de leves relevos&lt;br /&gt;bordada de fios marrom-vermelhos.&lt;br /&gt;Gigante. Como eu quis ser moleque gigante&lt;br /&gt;pra rolar sobre toda aquela esperança viva e macia.&lt;br /&gt;Meu ser, tão zinho, ser tão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Sertãozinho,&lt;br /&gt;menos esperança que dinheiro:&lt;br /&gt;açúcar e álcool:&lt;br /&gt;doce euforia&lt;br /&gt;dos italianos usineiros;&lt;br /&gt;das famílias médias italianas o sustento,&lt;br /&gt;dos -ati, -eti, -oti, -ato, -eto, -oto,&lt;br /&gt;dos -agi, -ali, -ani, -eli, -esi, -ini, -oli, -oni&lt;br /&gt;e de tantos outros sobrenomes;&lt;br /&gt;sobrevivência de retirantes do&lt;br /&gt;interior de Minas e da Bahia,&lt;br /&gt;que, em sua maioria, viram&lt;br /&gt;o sonho do ouro verde&lt;br /&gt;se esfriar na bóia-fria&lt;br /&gt;E pra aquecer a lida&lt;br /&gt;sobra o calor e a memória fria&lt;br /&gt;do calor de outros sertões.&lt;br /&gt;Calor e clamor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Sertãozinho, contudo, não&lt;br /&gt;É o clamor de vidas severinas.&lt;br /&gt;É apenas meu sertão pequenino,&lt;br /&gt;aquele das lembranças de menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, quando me perguntam:&lt;br /&gt;O que você é?&lt;br /&gt;Sertanejo?&lt;br /&gt;Sertaneiro?&lt;br /&gt;Sertanense?&lt;br /&gt;Eu digo,&lt;br /&gt;Sou sertanezino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-8797422006305039557?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/8797422006305039557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=8797422006305039557&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/8797422006305039557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/8797422006305039557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/05/lira-sertanezina.html' title='Lira Sertanezina'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-1933149189305725635</id><published>2008-04-07T23:44:00.009-03:00</published><updated>2008-04-26T01:36:43.049-03:00</updated><title type='text'>pérolas aos porcos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Lá pelos idos de 1999, quando ainda morava em Sertãozinho, estava numa tarde a ler o evangelho de Mateus quando parei no versículo dum discurso de Jesus em que se encontram essas palavras: “Não deis aos cães as coisas santas, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos estraçalhem”. Fiquei vidrado na imagem dos porcos e das pérolas e, por motivos que não se explicam, comecei a esboçar uns versos que dialogaram com o “Autopsicografia” de Pessoa. O poeminha, meio manco, ficou assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os porcos bem sabem o que&lt;br /&gt;fazer com as pérolas. Eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sinceramente não o sei,&lt;br /&gt;mas sei que não vou chafurdar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo a fazer de versos um colar&lt;br /&gt;para nunca me caber no pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moço, quando você vai aceitar&lt;br /&gt;que viver assim é um triplo desgosto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fingir o que sente e também&lt;br /&gt;senti-lo pra ser não mais que vintém,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vitrine das jóias de porcos,&lt;br /&gt;seu malfadado artesão do mau gosto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos depois, talvez 2002, vasculhando trabalhos de tradução de poesia, tive a surpresa de encontrar no site do Augusto de Campos uma transcriação de um poema de e. e. cummings que tem o mesmo trecho bíblico das pérolas e dos porcos como intertexto. A surpresa serviu para me colocar no devido lugar, ao constatar serem os trabalhos desses dois poetas que tanto admiro bem mais sofisticados que meu poemeto. A seguir, coloco a versão do Augusto de Campos e seus comentários sobre seu processo criativo, além do poema original:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186700618746758274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 390px; TEXT-ALIGN: center" height="320" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R_rcu4CzBII/AAAAAAAAACE/fzdRo32JFc4/s320/perolas%5B1%5D.jpg" width="239" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Pérolas para Cummings" Translation&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The poem "pérolas para cummings" (English: pearls for cummings) was written in homage to E. E. Cummings' centenary in 1994. Its language is Portuguese. In the original setting the image of a pearl replaces the letters "o" and (in the last line) the letters "r" and/or "u". Converted into simple types (with an "o" instead of a pearl) it reads:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt;tivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olev&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt;uavi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;verj&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt;gand&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;opér&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt;lasp&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;arap&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt;ocos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portuguese: (in conventional form): "Que motivo o levou a viver jogando pérolas para porcos (para poucos)?"&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;English: "For what reason you passed your life throwing pearls before swine [for the few]?" In Portuguese, the word "porcos" means "swine",and the word "poucos", "the few", so that the changing of just one letter or "pearl" allows the shifting of meaning.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Augusto de Campos&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-1933149189305725635?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/1933149189305725635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=1933149189305725635&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/1933149189305725635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/1933149189305725635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/04/prolas-aos-porcos.html' title='pérolas aos porcos'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R_rcu4CzBII/AAAAAAAAACE/fzdRo32JFc4/s72-c/perolas%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-3290660564906280633</id><published>2008-04-06T16:04:00.000-03:00</published><updated>2008-04-06T16:05:24.271-03:00</updated><title type='text'>Contrinatório</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;a raiz&lt;br /&gt;denuncia&lt;br /&gt;água e terra&lt;br /&gt;fatídicas&lt;br /&gt;medidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;este chão&lt;br /&gt;por um triz&lt;br /&gt;não é via&lt;br /&gt; nem de regra&lt;br /&gt;ou facção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ali se faz&lt;br /&gt;sentida&lt;br /&gt;meretriz&lt;br /&gt;a guria&lt;br /&gt;Alice mas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ninguém nega&lt;br /&gt;com razão&lt;br /&gt;a extinta&lt;br /&gt;flor-de-lis&lt;br /&gt;que ela entrega&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só não quis&lt;br /&gt;serventia&lt;br /&gt;da estrita&lt;br /&gt;devoção&lt;br /&gt;de um país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que dá bom-dia&lt;br /&gt;co’a mão em merda&lt;br /&gt;crônica&lt;br /&gt;pra quem diz&lt;br /&gt;alegria, alegria&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-3290660564906280633?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/3290660564906280633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=3290660564906280633&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/3290660564906280633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/3290660564906280633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/04/contrinatrio.html' title='Contrinatório'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-4533184023524267948</id><published>2008-04-01T18:26:00.002-03:00</published><updated>2008-04-02T23:24:18.285-03:00</updated><title type='text'>Invocação</title><content type='html'>&lt;em&gt;Mote:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em viagem pro Ceilão&lt;br /&gt;Conheci a musa antiga&lt;br /&gt;Que me rachou a moringa&lt;br /&gt;Com um pau de macarrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Voltas:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então perdi o prumo,&lt;br /&gt;Minha nau indo sem rumo,&lt;br /&gt;E, sem mais razão, doidinho,&lt;br /&gt;Dou um pulo n’água rindo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, Tágide sem censura&lt;br /&gt;Vem aqui me dar um banho,&lt;br /&gt;Qu’esta vida cá está suja&lt;br /&gt;Da pureza mui de antanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salga já este corte aberto,&lt;br /&gt;Ô musa, louca varrida.&lt;br /&gt;Canta, rebola e me atiça,&lt;br /&gt;Mas ao fim me bate forte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-4533184023524267948?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/4533184023524267948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=4533184023524267948&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/4533184023524267948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/4533184023524267948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/04/invocao.html' title='Invocação'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-4178040236948916961</id><published>2008-03-30T22:20:00.004-03:00</published><updated>2008-03-30T22:50:26.927-03:00</updated><title type='text'>e. e. cummings tropicalizado</title><content type='html'>Ainda na obsessão pela temática de bichos, aí vai uma tradução, ou transcriação, como quiser, de um poema do admirado escritor estadunidense e. e. cummings (1894-1962):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The Chipmunk&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;All my friends know I am shy&lt;br /&gt;But the chipmunk is twice as shy as I&lt;br /&gt;He moves with flickery indecision&lt;br /&gt;Like stripes across the television&lt;br /&gt;He is like a shadow of a cloud&lt;br /&gt;Or Emily Dickinson read aloud&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Camaleão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabem que sou meio caipirão&lt;br /&gt;Pior que eu só o senhor camaleão&lt;br /&gt;Move-se indeciso e vacilante&lt;br /&gt;Como mãos de massagista iniciante&lt;br /&gt;É luz em gotas d’água refletida&lt;br /&gt;Ou um Fidel sem a barba comprida&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-4178040236948916961?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/4178040236948916961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=4178040236948916961&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/4178040236948916961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/4178040236948916961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/03/e-e-cummings-tropicalizado.html' title='e. e. cummings tropicalizado'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-3249142857884096210</id><published>2008-03-30T19:13:00.018-03:00</published><updated>2008-04-03T13:55:22.515-03:00</updated><title type='text'>quadrinha da gata</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R_AR6oCzBHI/AAAAAAAAAB4/mA_nUI73vTc/s1600-h/10%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183662869982676082" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 177px; CURSOR: hand; HEIGHT: 127px" height="166" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R_AR6oCzBHI/AAAAAAAAAB4/mA_nUI73vTc/s320/10%5B1%5D.jpg" width="274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R_ARhoCzBFI/AAAAAAAAABo/TAPx5UbR88g/s1600-h/09%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183662440485946450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 189px; CURSOR: hand; HEIGHT: 125px" height="250" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R_ARhoCzBFI/AAAAAAAAABo/TAPx5UbR88g/s320/09%5B1%5D.jpg" width="310" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Minha gata estressada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tem olhar bola de gude&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando olha meio de lado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Falo: "Felícia, be good"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="left"&gt;Imagens: óleos sobre tela de Aldemir Martins - Gato (1982); Gato (1975)&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-3249142857884096210?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/3249142857884096210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=3249142857884096210&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/3249142857884096210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/3249142857884096210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/03/quadrinha-da-gata.html' title='quadrinha da gata'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R_AR6oCzBHI/AAAAAAAAAB4/mA_nUI73vTc/s72-c/10%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-8863492460291009221</id><published>2008-03-28T14:32:00.011-03:00</published><updated>2008-04-01T16:25:02.086-03:00</updated><title type='text'>bichos da terra II</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Onde pode acolher-se um fraco humano,&lt;br /&gt;Onde terá segura a curta vida,&lt;br /&gt;Que não se arme e se indigne o Céu sereno&lt;br /&gt;Contra um bicho da terra tão pequeno?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;                                                       (Camões)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R-0vv4CzBEI/AAAAAAAAABg/3pt2dhUvymA/s1600-h/ca-bf99b60452f720fb2c2b289a4f76490b%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182851245717783618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 354px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" height="241" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R-0vv4CzBEI/AAAAAAAAABg/3pt2dhUvymA/s320/ca-bf99b60452f720fb2c2b289a4f76490b%5B1%5D.jpg" width="312" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;Ô tatu bola, por que&lt;br /&gt;tu se enrola agora se &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;já passou a hora &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de se entocar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esconde-se onde?&lt;br /&gt;redondo ontem&lt;br /&gt;girou pra longe&lt;br /&gt;do seu lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lá na panela&lt;br /&gt;nela ferveu&lt;br /&gt;cozeu pinguela&lt;br /&gt;até não mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;carne quebra-dente&lt;br /&gt;doente na pança&lt;br /&gt;pra tarde vingança&lt;br /&gt;ainda que quente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tatu e não&lt;br /&gt;deixou tu de ser&lt;br /&gt;tatu na fuga e&lt;br /&gt;fogo na gamela&lt;br /&gt;e mesmo na goela.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;foto: espetáculo do Cirque du Soleil em São Paulo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-8863492460291009221?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/8863492460291009221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=8863492460291009221&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/8863492460291009221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/8863492460291009221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/03/bichos-da-terra-ii.html' title='bichos da terra II'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R-0vv4CzBEI/AAAAAAAAABg/3pt2dhUvymA/s72-c/ca-bf99b60452f720fb2c2b289a4f76490b%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-3249084228502336829</id><published>2008-03-27T11:25:00.018-03:00</published><updated>2008-03-30T18:52:55.843-03:00</updated><title type='text'>bichos da terra I</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;as Estrelas e o Fado sempre fero,&lt;br /&gt;com meu perpétuo dano se recreiam,&lt;br /&gt;mostrando-se potentes e indignados&lt;br /&gt;contra um corpo terreno,&lt;br /&gt;bicho da terra vil e tão pequeno. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(Camões)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R-u4GYCzBDI/AAAAAAAAABY/ORIy75pYyf0/s1600-h/instala%C3%A7%C3%A3o+eduardo+frota+II.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182438215892796466" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 196px; CURSOR: hand; HEIGHT: 344px" height="400" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R-u4GYCzBDI/AAAAAAAAABY/ORIy75pYyf0/s400/instala%C3%A7%C3%A3o+eduardo+frota+II.jpg" width="225" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Se você fosse uma minhoca&lt;br /&gt;em brejo qualquer de encontrar&lt;br /&gt;De barro úmido e pastoso seu&lt;br /&gt;tudo, seu mundo, Escorregando&lt;br /&gt;túneis imprecisos, sem pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você fosse uma minhoca&lt;br /&gt;Caminho de anéis encarnados&lt;br /&gt;Minhocando destino de&lt;br /&gt;osso lavrado em desatino&lt;br /&gt;desdentado de geofagia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182435930970194978" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 196px; CURSOR: hand; HEIGHT: 321px" height="400" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R-u2BYCzBCI/AAAAAAAAABQ/BYqWHlYmn78/s400/instala%C3%A7%C3%A3o+Eduardo+Frota.jpg" width="245" border="0" /&gt;Se você fosse uma minhoca&lt;br /&gt;Genealogia geral de unigenitores, Terrígeno gerador de indiferentes&lt;br /&gt;semelhanças, Gerações perpétuas&lt;br /&gt;de individualidade genérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você for uma minhoca&lt;br /&gt;Termina&lt;br /&gt;onde nunca deixou de ser&lt;br /&gt;começo&lt;br /&gt;Além de pó,&lt;br /&gt;nada conhece&lt;br /&gt;Enterrada em vida, nunca&lt;br /&gt;terá da morte&lt;br /&gt;Sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;fotos: instalação de Eduardo Frota (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-3249084228502336829?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/3249084228502336829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=3249084228502336829&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/3249084228502336829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/3249084228502336829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/03/bichos-da-terra-i.html' title='bichos da terra I'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R-u4GYCzBDI/AAAAAAAAABY/ORIy75pYyf0/s72-c/instala%C3%A7%C3%A3o+eduardo+frota+II.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-4082246215079867525</id><published>2008-03-26T16:12:00.010-03:00</published><updated>2008-06-24T16:46:43.307-03:00</updated><title type='text'>Companhia Os Vigaristas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R-qrioCzA7I/AAAAAAAAAAY/LYdk-vA3FuQ/s1600-h/cartaz_osvigaristas%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182142932596229042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R-qrioCzA7I/AAAAAAAAAAY/LYdk-vA3FuQ/s320/cartaz_osvigaristas%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Em boa hora me chegou o convite para participar de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;recém&lt;/span&gt;-nascido grupo de teatro, fruto do empenho de um também novo amigo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Samir&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Landin&lt;/span&gt;. Foi por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;intermédio&lt;/span&gt; do companheiro de trabalho (além de amigo e provocador) Alexandre Martins que acabei me envolvendo nos planos d'Os Vigaristas. Agora a quadrilha está realmente formada e empenhada no primeiro crime de montar uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;esquete&lt;/span&gt; para o Festival Curta Teatro, a ser realizado em abril em São José do Rio Preto. Do grupo já participava meu ex-aluno Daniel Carvalho, um cara que sempre demonstrou energia e disposição para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ações&lt;/span&gt; culturais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;esquete&lt;/span&gt; tem texto do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Samir&lt;/span&gt; e se intitula &lt;em&gt;Monólogo de Dois&lt;/em&gt;. Uma situação corriqueira, dois sujeitos esperando num ponto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ônibus&lt;/span&gt;, é o mote para uma rápida e ácida investigação sobre a (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;im&lt;/span&gt;)possibilidade de comunicação na realidade urbana. A violência e a banalização da vida representadas hiperbolicamente tendem a provocar o riso tenso na medida em que se toma consciência da degradação das relações humanas nessa realidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar do pouco tempo para ensaio, tendo em vista os compromissos de trabalho dos integrantes, esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;projeto&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;despretensioso&lt;/span&gt; tem sido levado avante com dois ingredientes essenciais: vontade e prazer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-4082246215079867525?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/4082246215079867525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=4082246215079867525&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/4082246215079867525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/4082246215079867525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/03/companhia-os-vigaristas.html' title='Companhia Os Vigaristas'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R-qrioCzA7I/AAAAAAAAAAY/LYdk-vA3FuQ/s72-c/cartaz_osvigaristas%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-7330507464476927581</id><published>2008-03-02T14:30:00.006-03:00</published><updated>2008-03-03T11:20:45.613-03:00</updated><title type='text'>A jagunçagem no mercado: a propósito da minissérie Grande Sertão: veredas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nem tinha eu a idade do Miguilim quando foi exibida a minissérie &lt;em&gt;Grande Sertão: veredas&lt;/em&gt;, em 1985, para se comemorarem os 20 anos da Rede Globo. Por anos ouvi comentários sobre esse marco da tv brasileira, uma empreitada ambiciosa de Walter Avancini e Walter Durst de transportar o sertão-mundo de Rosa aos limites do meio televisivo. Assim como o compadre Quelemen sobre a vida de Riobaldo, eu só sabia da minissérie de ouvir contar, e fiquei esperando o lançamento em dvd, caminho natural dessas produções globais. A expectativa se concentrou em 2006, ano do cinqüentenário de publicação do grande romance. Nonada. O ano se passou, lançaram-se edições comemorativas, o Museu da Língua Portuguesa fez uma bela mostra, críticos aproveitaram a oportunidade para publicar trabalhos, e nada da minissérie. Dá para se desconfiar qual seja um dos motivos. Já são conhecidas as batalhas com as herdeiras da obra do escritor mineiro pelos direitos. Então é possível figurar idéia dos entraves colocados pelas filhas de Rosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tarde fui saber que a minissérie tinha sido exibida no Canal Futura. Daí, já imaginei: alguém gravou, digitalizou e deve estar tirando uns trocados com a venda clandestina. Não deu outra. Procurei na net e encontrei ofertas do produto, os 25 capítulos em 6 dvds. Engraçado que a encomenda teve de atravessar o sertão para chegar até mim; o fornecedor foi um rapaz lá da Bahia cujo nome bem poderia estar na lista dos personagens rosianos. Justamente essa forma marginal de obter produtos culturais me leva aqui a algumas considerações intrigantes sobre os descaminhos do mercado e da distribuição de bens culturais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem é o provável público consumidor de uma minissérie como Grande Sertão: Veredas? Que se perdoe a generalização, mas se trata de um punhadinho de elite letrada, acadêmicos, estudantes de letras e cinema, um ou outro saudosista... Mesmo limitado, o mercado existe; tanto é que edições em dvd de outras minisséries de notável qualidade como &lt;em&gt;Hoje é dia de Maria&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Os Maias&lt;/em&gt;, do Luiz Fernando Carvalho, estão esgotadas. Porém, quando não se disponibiliza a obra pelos meios legais da indústria cultural, o que se observa, cada dia com mais força e articulação por conta do próprio desenvolvimento tecnológico, é o fenômeno que vou nomear “jagunçagem no mercado” (ideal para o contexto). O jagunço-internauta da Bahia gravou a minissérie e converteu o material para dvd; encontrei sua oferta numa vereda do sertão sem limites da internet. Agora, ao informar meus amigos que disponho do material, muitos se animaram a compensar o gasto que tive com a encomenda para que lhes empreste os discos, que serão copiados em seus gravadores de dvd. Como eu e meu bando estamos fazendo, muitos outros espalhados por aí devem também estar. E, assim, vamos nós disparando uns tiros contra o exército do mercado oficial. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse é apenas um exemplo pontual e modestíssimo perto das transformações que a jovem jagunçagem internáutica tem provocado na indústria. Contudo, a sutileza que se destaca no exemplo é o fato de serem os jagunços à procura da minissérie Grande Sertão, em sua maioria, professores, intelectuais, formadores de opinião, gente que muitas vezes, “no meio da tragagem de guerra”, busca refletir sobre a relação entre os bens do espírito e o valor de troca. Só concluo aqui, sem gastar muita munição, o que já sabemos: quem quer as benesses do espírito proporcionadas por obras de alta qualidade estética, tem que dar uma de Riobaldo e clamar pelo diabo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aproveitando o ensejo, cabe aqui comentar o último pé de guerra envolvendo a obra do nosso Guimarães Rosa. O estopim foi a edição de fevereiro da revista Bravo!, que, numa matéria brilhante de Mariana Delfini, publicou trechos de um diário inédito do escritor contendo suas anotações durante a II Guerra. Revelaram-se alguns detalhes da atuação de Rosa e sua esposa Aracy para tirar judeus da Alemanha durante o período. A repercussão foi tremenda. Na seção de cartas da revista de março, apareceram declarações do pessoal da UFMG, que está ávido em pôr as mãos no diário. A Editora Nova Fronteira, por sua vez, declarou não ter os direitos da obra e que a decisão de publicá-lo cabe exclusivamente aos herdeiros. Como era de se esperar, as herdeiras Agnes e Vilma mostraram mais uma vez seu espírito “senhorial oligárquico” a respeito da obra do pai, afirmando indignação com a Bravo! por ter publicado os trechos inéditos sem o consentimento da família. Disseram ainda estar respeitando a vontade do pai, motivo pelo qual o diário não tinha sido publicado até hoje. As irmãs concluíram que, ainda que considerem a possibilidade de publicação, tendo a em vista a importância histórica e literária do diário, vão podar os trechos que revelam a intimidade de Rosa, “em respeito à sua memória e imagem”. A coisa não parou por aí: dia 14/02 a Bravo! promoveu um debate em parceria com o Centro da Cultura Judaica, do qual participaram a professora Walnice Nogueira Galvão e os jornalistas René Decol e André Nigri. Segundo se relata na revista, as discussões sobre o futuro do diário pegaram fogo. Pelo visto, essa travessia vai dar campo pra muito chumbo ainda. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-7330507464476927581?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/7330507464476927581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=7330507464476927581&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/7330507464476927581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/7330507464476927581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/03/jagunagem-no-mercado-propsito-da.html' title='A jagunçagem no mercado: a propósito da minissérie Grande Sertão: veredas'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-2157753743237690429</id><published>2008-02-16T18:02:00.001-02:00</published><updated>2008-02-16T18:13:15.799-02:00</updated><title type='text'>Medo</title><content type='html'>Medo. O medo&lt;br /&gt;me divide me mascara me&lt;br /&gt;pressiona à persona&lt;br /&gt;E vêm várias no único páreo&lt;br /&gt;a concorrer na mesma raia a&lt;br /&gt;que prêmio? a corrida:&lt;br /&gt;ela acabada, e O medo&lt;br /&gt;ando em casa de espelhos&lt;br /&gt;velhos novos eu que são&lt;br /&gt;eles e eu, José no Egito&lt;br /&gt;de um mesmo pai:  O Medo.&lt;br /&gt;bastardo, tu vasas os olhos&lt;br /&gt;porque há que se crescer ler fazer&lt;br /&gt;há que se comer vestir sorrir ir ir&lt;br /&gt;há que se levar trazer trepar com muitas&lt;br /&gt;muitos são os há que... E o medo. O&lt;br /&gt;E só o pronto plâncton recobrindo&lt;br /&gt;O mar fundo profundo improvável&lt;br /&gt;mas todos alga — superfície — parasitas&lt;br /&gt;da luz que gerou Lúcifer&lt;br /&gt;porém o mar e o medo&lt;br /&gt;a luz cambiante ante o antes e o depois&lt;br /&gt;movendo Ismos, graals de gelo&lt;br /&gt;na mesa em chamas do tempo, minha cadeira&lt;br /&gt;a durar um facho azul-amarelo da luz:&lt;br /&gt;uz&lt;br /&gt;E não adianta (nem atrasa)&lt;br /&gt;a lira a gira o tédio, viver num prédio&lt;br /&gt;casto justo santo, viver no campo&lt;br /&gt;sujo ogro imundo, viver no mundo&lt;br /&gt;nem mesmo chamar-se Raimundo&lt;br /&gt;se o fundo-profundo prova&lt;br /&gt;de que resta em infinita sobra&lt;br /&gt;Medo. O medo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;maio de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-2157753743237690429?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/2157753743237690429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=2157753743237690429&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/2157753743237690429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/2157753743237690429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/02/medo.html' title='Medo'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-1097288026822832201</id><published>2008-02-16T17:53:00.004-02:00</published><updated>2008-02-17T10:23:17.789-03:00</updated><title type='text'>Relatos de Orosmindo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não vim de Rio do Prado por sonho de mudar de vida, com a certeza de enricar, ou por deslumbre com as luzes do sul. Nada disso não. Vim por vir, a convite, e sem muito rebuliço. Minha irmã mais moça, Geralda, em Sertãozinho já pra mais de cinco anos, escreveu naquela carta: “Arreda o pé dessa terra sem muito futuro e vem para cá. Aqui não abunda como contam, mas também não se carece como aí. Quem sabe você não arruma moça honesta pra formar família? Trabalho já tem arranjado para você com o seu Chiarelli. Ele está precisando de alguém pra cuidar do sítio, para ordenhar as vacas contadas, tratar da criação, das galinhas, dos porcos, dos gansos; cuidar da horta e do pomar. Aguardo resposta de urgência”. Reparei no feitio do convite que era para decisão de repente. Pra trabalho, qualquer que pesado, nunca me neguei. O dia cheio na labuta diminui o desejo das muitas folganças da carne, assim sempre me palavreava o pai. E mais pra mim ele repetia o fraseado, por ver minha disposição de natureza pelo gozo de prazeres com mulher. Essa que sempre foi a maior tentação minha desde bem moleque. Não quis saber de iniciação barranqueira com animal de cria não. Com doze anos fui decidido sozinho por mulher formada em casa de tolerância. Primeira vez fui objeto de caçoado, quando juntei bem umas pecúnias e fui procurar casa de Dona Abadia, que cuidava de punhado de mulher-dama. Não era nem noite, cheguei lá, passei pela portinhola aberta pra rua, entrei pela porta da frente escancarada e vi duas moças pintando unha enquanto assistiam novela. Falei com aquela voz mal firmada de rapazola: “Quero escolher mulher pra satisfação”. As moças repararam em mim, olharam uma para outra e quase se mijaram de rir. E então a parda de cabelo sarará se aprumou e disse: “Ô minino, não acha que veio cá muito cedo não?” Ao que perdi um pouco da confiança e respondi olhando para os pés descalços “Já faz escuro... e se chego pra mais tarde em casa levo reio”. Percebi que elas amoleceram. Mulher quando amolecida é tal qual barro pra moldar, é só acertar a mão — isso foi trabalho cedo aprendido e o único que me disponho sem a obrigação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qualquer dia continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-1097288026822832201?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/1097288026822832201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=1097288026822832201&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/1097288026822832201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/1097288026822832201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/02/relatos-de-orosmindo.html' title='Relatos de Orosmindo'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-2292005120923525040</id><published>2008-02-09T17:04:00.001-02:00</published><updated>2008-03-03T23:12:41.770-03:00</updated><title type='text'>A autópsia de um pombo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Meu primo e grande amigo Adriel odeia pombos. “Não passam de ratos com asas”, define ele. De fato, por mais empatia que se tenha por animais, esses bandos de pombos pululando na cidade raramente despertam sentimentos amistosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, pombo arrulha. Veja que palavra feia: arrulha. E esta tem tudo a ver com o sussurro insistente e funesto emitido pelo bicho. Tem pássaro que canta ou gorjeia. E o pombo, o que faz? Arrulha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa é a empáfia e ousadia desses animais. Nas praças e calçadões, eles estufam o peito e ficam passeando como se fossem gente, mais do que isso, como donos do pedaço. Faça o teste: um pombo só se assusta de verdade e foge num vôo rasante se você ameaçá-lo com um chute ou, numa atitude mais extrema, sair correndo atrás dele. Obviamente, quem passará por ridículo numa situação dessas é você, e o pombo vai manter sua dignidade intacta, pousando em outro canto para continuar a vida de ave desocupada. Repare, ainda, que essa ave prefere muito mais andar que voar. E anda dando aqueles pinotes para a frente com a cabeça, como se quisesse ter braços para se equilibrar melhor. Quando vôa, é para dar um susto; o animal adora tirar uma fina do pedestre distraído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem mora em prédio invadido por pombo sabe bem como é difícil a convivência. Adriel me contou quantas horas de sono perdeu com um casal de pombinhos que se aninhou no buraco do ar condicionado do quarto dele. 5:00 da manhã e os malditos trocam arrulhos apaixonados ou se exaltam num rrruuu rrrruuu infernal. É besteira tentar espantá-los. Eles são perseverantes e em menos de 5 min estão de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil admitir, mas os pombos são verdadeiros animais cosmopolitas. Eles se adaptam sem problema à vida nas cidades. Eles não se sentem incomodados de dividir conosco o espaço citadino. Então, cada uma de nós sente o orgulho ferido de ver um ser considerado tão insignificante lidando tão à vontade com a loucura da vida urbana. O cotidiano pode ser massacrante e ameaçador, e os pombos parecem debochar da condição a que estamos submetidos, pois tiram de letra a vida numa realidade que muitas vezes (ou sempre) é absurda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa divagação sobre pombos me veio à caixola ao lembrar das histórias cômicas do Adriel e também depois de conhecer um poema do crítico de cultura, tradutor e poeta Nelson Ascher. O belo poema, transcrito a seguir, é &lt;strong&gt;Elegia&lt;/strong&gt;, publicado em &lt;em&gt;Ponta da língua&lt;/em&gt;, de 1983.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elegia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, fatos: uma&lt;br /&gt;fuselagem de penas&lt;br /&gt;há pouco destroçada&lt;br /&gt;no asfalto, por assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dizer, indiferente&lt;br /&gt;às mesmas, antes brancas,&lt;br /&gt;que, se já não contestam&lt;br /&gt;a hegemonia cinza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do acaso ao fim da tarde&lt;br /&gt;exceto pela mancha&lt;br /&gt;vermelho-suja, ou seja,&lt;br /&gt;o vôo em negativo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de vísceras explícitas,&lt;br /&gt;sugerem, todavia, o&lt;br /&gt;que, sem dúvida,&lt;br /&gt;fora um pombo. Nada trágico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um episódio apenas&lt;br /&gt;na seqüência total de&lt;br /&gt;fenômenos anônimos&lt;br /&gt;e além disso complexos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;demais para a cabeça&lt;br /&gt;de um pássaro, aliás,&lt;br /&gt;somente uma cloaca&lt;br /&gt;volante, ameaçando a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tranqüilidade asséptica&lt;br /&gt;dos pedestres. Contudo,&lt;br /&gt;na reformulação de&lt;br /&gt;seus componentes, algo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;anódino talvez, se&lt;br /&gt;perdeu. — Mesmo o poema,&lt;br /&gt;na melhor das hipóteses,&lt;br /&gt;não passa de uma autópsia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa leitura para mim foi o salto, na verdade bem curto, entre o cômico e o trágico. O corpo de um pombo estraçalhado no asfalto é o clique para uma clarividência sobre a condição humana. Que importância tem o cadáver aberto e as “vísceras explícitas” de um animal que nunca pôde medir a complexidade de sua existência? A morte apenas selou o inescapável anonimato de um ser insignificante. Contudo, o pombo, como tudo aquilo que vive, atesta veementemente a incapacidade de conter vida. Diante dessa questão hiperbólica, a finitude, nós, homens e mulheres de uma sociedade moderna, em meio a incontáveis e cada vez mais velozes “fenômenos anônimos / e além disso complexos” descobrimos que o sentido da existência nos escapa fatal e invariavelmente como a própria vida. Um indivíduo só poderia fazer uma autópsia de sua existência, para vasculhar as vísceras de sua relação com o tempo e o espaço, e reconstruir o corpo completo de sua experiência, após a própria morte. Eis a angústia do impossível! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A constatação final em Elegia é de que o poema não passa de uma autópsia. De modo mais amplo, a arte é essa autópsia, que se reverte, contudo, em vida. A arte é uma angustiante autópsia existencial, a forma que busca ser a soma de todos os momentos, a forma que investiga cada célula do corpo de nossas experiências. Como afirma Proust, por meio do narrador do Tempo Revisitado: “uma obra de arte é o único meio de recuperar o tempo perdido”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu primo Adriel ainda odeia pombos. A maioria das pessoas não gosta deles ou os ignora. Mas mesmo a insignificância desses animais pode transformar-se em poesia, o resgate do algo anódino que talvez se perdeu. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-2292005120923525040?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/2292005120923525040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=2292005120923525040&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/2292005120923525040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/2292005120923525040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/02/autpsia-de-um-pombo.html' title='A autópsia de um pombo'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-1684900240860014629</id><published>2008-02-09T11:46:00.000-02:00</published><updated>2008-02-09T11:51:59.196-02:00</updated><title type='text'>A Procura - fim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Encontrei as chaves do apartamento vasculhando os bolsos da morta. Atordoado, subi as escadas, tentei girar a primeira chave e nada, a segunda também não era, a terceira me colocou dentro da sala. Sem acender qualquer luz, me dirigi ao corredor que dava para o quarto. Ali tateei pelo interruptor e pude ver uma cama de solteiro desarrumada ao lado direito e no lado oposto, uma de casal. Lá estava a menina, o corpinho debaixo de um edredom cor-de-rosa. Cheguei mais perto na ponta dos pés, mas ela despertou, revolveu o edredom. Encontrei o que havia ali: era ela, não era ela? O corpinho da menina numa camisolinha de algodão, mas o rosto da velha morta, vincado de rugas e com aqueles olhos de procura eterna. Em silêncio extasiado, tomei a menina pela mão e a levei para meu apartamento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje ela vive comigo. Na maior parte do tempo, ela é uma loira cheia de curvas e mimos, que gosta de brincar a noite toda, até se esgotar. Em noites frias maio, acordo sobressaltado com uma voz rouca e um cheiro de urinol ao meu lado; nem olho, mas sinto volumes flácidos comprimindo minhas costas. Ela me pede um comprimido e eu lhe dou uma pastilha de menta, das muitas que ficam no criado-mudo. Em noites em que a lembrança da morte assombra, ela é a menininha de cabelos encaracolados, que se aconchega em meu colo e me pede para cantar aquela canção de ninar: “Vai morrer de medo e susto, quando abrir a porta”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-1684900240860014629?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/1684900240860014629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=1684900240860014629&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/1684900240860014629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/1684900240860014629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/02/procura-fim.html' title='A Procura - fim'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-3840738642341577813</id><published>2008-02-06T21:35:00.000-02:00</published><updated>2008-02-09T11:45:51.866-02:00</updated><title type='text'>A procura - parte III</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa noite de quinta-feira estava saindo para encontrar uns amigos quando trombei com a senhora na escada do prédio. Do seu jeito, e para minha surpresa, ela puxou assunto:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;— Filho, me diz uma coisa: morre se pular de cabeça da sacada?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;—... Mas... mas a senhora não deve andar com uma idéia dessas na cabeça!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;— Não volto pro Bezerra de Menezes, de novo não. Só tem gente doida lá. Eles te enchem de sossega-leão e tu fica andando sem rumo e babando o dia inteirinho. Nem te conto que um maluco quis me pegar uma vez, na traição, mas eu sentei a mordida no sem-vergonho. Pra lá eu não volto, não, não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;— E tratamento, a senhora faz?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;— Nove comprimidos por dia. O namorado da minha filha é que paga. Ele é rico, vai casar com ela um dia, é só acertar a papelada, né... Eu não era assim não. Foi meu marido, me traiu com minha irmã mais moça. Peguei os dois na safadeza e fiquei perdida de &lt;em&gt;si &lt;/em&gt;um tempão; nem lembro direito, mas foi isso, acho que foi, ou deve ser. E agora eu fico dando trabalho pra minha filha. É por isso que eu tenho que... Você está com pressa, né filho? E eu te estorvando aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;— Não, não, tudo bem. É bom falar para esquecer; e a senhora deve tirar as bobagens da cabeça, pensar, não sei, em Deus, coisas pra cima... Já procurou uma igreja pra extravasar um pouco? — eu ou ela estava mais inquieto? — E a netinha, onde está?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;— Ah, dormindo que nem anjo; só vai acordar cedinho, quando minha filha chegar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;— E a senhora vai sair a essa hora? Não é meio perigoso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;— Eu preciso procurar. Preciso procurar, procurar, senão eu perco mais ainda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes de terminar a frase ela me deu as costas e foi descendo o lance de escada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saí para a noite sem tirar a mulher da cabeça. No bar, não estava muito afim de papo, mas fiquei ligado no piloto automático, levando o copo à boca e rindo de qualquer piadinha manjada. Para completar o ambiente, tinha mais uma discípula da Elis para nos tirar o dinheiro do couvert, acompanhada de um tecladista que vestia uma camisa estampada de extremo mau gosto. A dupla terminou a noite com aquela “Qualquer dia”, do Ivan Lins. Não tolerava essa música, simplesmente por conta do final, ou melhor, a canção tinha uma melodia bem agradável e, do nada, acabava com aquele “quando abrir a porta”, seguido do desfecho com uma nota dissonante horrível, bem ao gosto de filminho de suspense. Como eu temia, o tecladista segurou a nota por uns seis tempos e, sem mais, a cantora disse boa-noite. Levantei-me, rogando pragas em silêncio, paguei a conta e tomei o rumo de casa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao dobrar a esquina do prédio, dei de frente com o corpo estirado de bruços ao lado da lixeira. Estaquei por um momento; em seguida pude constatar que a mulher não tinha pulso, o corpo já frio. Consegui me recompor e me lembrei da menina: sozinha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-3840738642341577813?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/3840738642341577813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=3840738642341577813&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/3840738642341577813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/3840738642341577813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/02/procura-parte-iii.html' title='A procura - parte III'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-6876834547656714018</id><published>2008-02-02T15:35:00.000-02:00</published><updated>2008-02-02T15:48:46.497-02:00</updated><title type='text'>A procura - parte II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na vilinha, quase todos os apartamentos vizinhos me presenteavam com algum tipo de poluição sonora, que eu fazia questão de retribuir, para dar sentido à minha presença e afirmar minha existência no local. Porém, num dos apartamentos vizinhos, o que dividia com o meu a parede da sala, matinha-se um silêncio vazio e destoante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Três moradoras ocupavam o apartamento silencioso. Uma senhora com cara de lesa, sua filha — uma loira-arrasa-quarteirão — e a netinha, de três ou quatro anos, com enormes olhos azuis e cabelo de caracol despenteado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não raramente trombava com a loiraça de manhãzinha: eu indo comprar pão e ela chegando de não se sabe onde com o carro. Ao voltar das festinhas da faculdade, já em alta madrugada, passei a notar que o carro da loira nunca estava na vaga da garagem. Um espírito curioso começou a especular sobre a possível atividade noturna da moça, mas nunca perguntei a ninguém, e nem mesmo dona Neuza, faxineira do prédio e porta-voz de assuntos alheios, jamais comentou nada sobre o caso. Um dia vi a moça tirando várias caixas de sapato, aparentemente novas, do porta-malas; ofereci ajuda e ela recusou com um meio sorriso dizendo “pode deixar qu’eu me viro sozinha, obrigada”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se já achava essa família um pouco estranha, uma descoberta veio se juntar às apreensões. Numa daquelas noites de insônia fui até a sacada do quarto procurar um pouco de sono na visão da rua deserta quando vi a senhora do apartamento silencioso revirando a cesta de lixo em frente ao prédio. Tudo bem, pensei, talvez esteja procurando algo de importância jogado no lixo despercebidamente; eu mesmo já tinha feito isso antes. Mas depois de vasculhar a cesta e retirar o que me pareceu um frasco de xampu, a mulher atravessou a rua e foi remexer a lixeira do prédio da frente, e assim continuou fazendo nas lixeiras rua abaixo, recolhendo o que lhe interessava numa sacolinha de supermercado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na noite seguinte fiquei acordado só para comprovar o que previa. Já passava das duas da manhã quando a senhora deixou o prédio para vasculhar as lixeiras da vizinhança. Nem o frio daquela noite de maio impediu a mulher de buscar seus souvenires.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O costume da senhora lesada não seria nada demais se eu tivesse certeza de que ela simplesmente recolhia lixo reciclável para vender. Mas ela voltava apenas com uma sacolinha; o lucro seria insignificante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas fui eu quem começou a ter prejuízos com aquele hábito da senhora do apartamento ao lado. Perdia noites de sono para ver a mulher sair à procura de lixo, observava-a descer a rua, vasculhando lixeira por lixeira, e esperava impaciente pela sua volta, horas depois.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Obviamente os dias se tornaram menos produtivos; dormia durante as aulas, criei boas olheiras, tomava doses cavalares de café, que não resolviam muito e me davam uns ataques de arritmia. Todas as lixeiras que via me lembravam da velha, seu andar desajeitado, as costas curvadas, o cuidado e paciência com que procurava seus objetos no lixo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-6876834547656714018?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/6876834547656714018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=6876834547656714018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/6876834547656714018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/6876834547656714018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/02/procura-parte-ii.html' title='A procura - parte II'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-7442431830290514657</id><published>2008-01-29T22:07:00.000-02:00</published><updated>2008-02-09T11:56:39.086-02:00</updated><title type='text'>A procura - parte I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem já morou ou mora no que chamo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;vilinha&lt;/span&gt; vertical sabe do que falo: aqueles prédios de três ou quatro andares, com apartamentos pequenos e mal acabados, cujo preço é acessível a um financiamento modesto ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;atrativo&lt;/span&gt; a investidores, que alugam o imóvel para quem nem o modesto financiamento pode fazer. Sabe-se que a fauna encontrada nesse ambiente de “moderna &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;otimização&lt;/span&gt; espacial” (expressão tirada de um folheto publicitário) é bem diversificada. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Recém&lt;/span&gt;-casados cheios de planos futuros, casais de aposentados que não tiveram tanta sorte nos planos passados, solteirões que nem pensam em se casar, divorciadas de meia-idade que se acomodaram com a pensão do ex, amantes que aguardam para sempre a promessa de um divórcio, estudantes que só estão de passagem e esperam não se enquadrar em nenhuma das situações anteriores. Eu era um representante desta última espécie e acabava de me mudar para um apartamento no terceiro andar de um perfeito exemplar do referido habitat.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tendo optado por ficar apenas no bom-dia e boa-noite nos encontros de escada com os vizinhos, logo constatei que os conheceria bem mais intimamente do que imaginava. As paredes finas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;apê&lt;/span&gt; me familiarizaram com a programação semanal de alguns deles. Toda quarta e sexta às oito e meia da noite, sem falta, podia esperar pelo baile particular de seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Enzo&lt;/span&gt; e dona Eulália, o casal de cima, que colocavam para rodar uns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;LPs&lt;/span&gt; chiados de bolero, muito Nelson Gonçalves, e dançavam os passos perdidos de um salão tombado no tempo. À parte a poética nostalgia do acontecimento, o problema é que os saltos de dona &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Elália&lt;/span&gt; e o provável &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;solado&lt;/span&gt; de couro gasto de seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Enzo&lt;/span&gt; martelavam e arrastavam tão forte no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;teto&lt;/span&gt; da sala quanto em minha cabeça. Isso só não era pior que as noites de segunda, dia de visita do amigo de Luzia, uma das vizinhas de lado. Nossos quartos dividiam uma mesma parede, e nessas noites a cama do casal, provavelmente com as pernas frouxas, parecia querer derrubar a parede que me separava de Luzia e seu amigo de dia marcado. Após alguns momentos de sossego, começavam as estridências de Luzia dizendo que ele não a amava de verdade, nunca iria se separar daquela piranha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;guampa&lt;/span&gt;, só a queria pra trepar e fazer o que aquela mulherzinha não fazia bem feito, que ele nunca mais aparecesse ali porque ela não estava à venda e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;blá&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;blá&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;blá&lt;/span&gt;. Depois da saída do amigo, e dele eu não ouvia palavra alguma, começava o quebra-quebra de louça (Luzia devia gastar uma boa grana com pratos), coisa que sempre assustava, mesmo que ocorresse toda segunda-feira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esses e outros distúrbios sonoros incomodavam, mas não eram coisa de outro mundo; cheguei até a me acostumar a eles (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;exceção&lt;/span&gt; aos pratos quebrados), como se acostuma a uma televisão ligada enquanto se faz qualquer coisa mais importante. O que passou realmente a incomodar pode parecer controverso, mas você verá que a apreensão teve algum sentido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-7442431830290514657?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/7442431830290514657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=7442431830290514657&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/7442431830290514657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/7442431830290514657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/01/procura-parte-i.html' title='A procura - parte I'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-6577365741710631997</id><published>2008-01-27T17:42:00.000-02:00</published><updated>2008-01-27T18:02:58.180-02:00</updated><title type='text'>Cuidado com as figuras de linguagem</title><content type='html'>Domingo de manhã, pai e filho estão fazendo um passeio pelo bairro quando o menino avista um muro pichado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTREGUE SEU CORAÇÃO PRA JESUS E SEU PULMÃO PRA SOUZA CRUZ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intrigado, o garoto pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ô pai, quem é o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Souza&lt;/span&gt; Cruz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É o da empresa de cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas por que se eu entregar o coração pra Jesus eu tenho que entregar o pulmão pra esse tal de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Souza&lt;/span&gt; Cruz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não, não. Isso é uma frase sarcástica. O sentido é figurado. É uma ironia... É... Quer dizer, na verdade, é uma brincadeira sem graça de algum &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;baderneiro&lt;/span&gt; que não respeita nem a propriedade dos outros nem coisas mais sérias ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ah, acho que entendi... Se Jesus é dono do coração e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Souza&lt;/span&gt; Cruz do pulmão, é uma ironia de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;baderneiro&lt;/span&gt; ficar brincando com essas coisas sérias, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;né&lt;/span&gt; pai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nada disso, tudo errado. Nem parece que você é um menino inteligente! Agora, chega de papo furado e aperte esse passo que você está andando muito devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MORAL DA HISTÓRIA: &lt;em&gt;Se for explicar algo para uma criança, cuidado com as figuras de linguagem. Ela poderá empregá-las bem melhor que você.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-6577365741710631997?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/6577365741710631997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=6577365741710631997&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/6577365741710631997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/6577365741710631997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/01/domingo-de-manh-pai-e-filho-esto.html' title='Cuidado com as figuras de linguagem'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-7183444012629610412</id><published>2008-01-26T12:09:00.001-02:00</published><updated>2008-02-17T10:39:24.204-03:00</updated><title type='text'>Vida de cão também pode ser boa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apoiado numa série de observações nos últimos meses, posso afirmar que o comportamento dos cachorros de rua é um grande revelador do espírito e do modo de vida de uma cidade. Não estou de brincadeira! As considerações a seguir se baseiam num profundo interesse despertado em mim por esse setor da sociedade, após um incidente no município de Icém, a 60 km de São José do Rio Preto, na divisa com Minas Gerais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ia pela primeira vez de carro à cidadezinha, onde leciono alguns dias da semana, e estava meio atrasado. Ao tomar uma das ruas principais num ponto em que passa em frente à praça da Igreja matriz, eis que vejo atravessar o caminho um baita cachorro, jogando uma pata na frente da outra num movimento que me pareceu uma técnica de andar poupando-se de qualquer esforço mais desgastante. O cachorrão continuou sua travessia, com seu olhar voltado para um ponto distante que não consegui identificar e, então, fui obrigado a reduzir até parar na cola do animal. O infeliz não se deu conta do perigo, nem mesmo percebeu sua inconveniência, porque ainda parou para coçar umas pulgas. Dei com a mão na buzina e o cão a ignorou. Quem percebi ter se importado com o barulho, na verdade, foi um grupo de cidadãos que estavam na porta da padaria ao lado. Me lançaram um olhar que dizia “quem é esse aí atrapalhando o sossego logo cedo?” Embaraçado, esperei o cachorro concluir seu caminho para depois continuar o meu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, esse foi apenas o primeiro incidente. Algumas semanas depois, fui à padaria numa aula-janela para comprar uns pães de queijo. Quem encontro novamente, dessa vez na calçada? O lazarento do cachorro, acompanhado de um amigo canino. Os dois estavam estendidos na calçada, tomando o sol da manhã, de tal modo que impediam a passagem. Nem pensei em reivindicar o meu direito de passar por ali. Dei a volta pela guia, para retornar à calçada mais a frente. A partir desse dia, comecei a dar relevância aos cachorros que habitam a área central de Icém. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em primeiro lugar, notei que eles têm um status diferenciado. Recebem mimos dos tiozinhos sentados à porta dos botecos, cumprem uma rotina de visitação a estabelecimentos comerciais, vão e vêm sem ameaça de agressão, recebem ração num lugar fixo, enfim, eles conquistaram grau invejável de cidadania. Tendo em vista a rotina tranqüila e o alimento garantido, todos eles estão em bom peso e alguns chegam a estar obesos. Até assusta o tamanho de alguns! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atentando-se a Rio Preto, uma cidade de porte médio, vemos que quando se encontra um cão de rua no centro, o que é meio difícil, o indivíduo é sempre esguio, geralmente mirrado, está sempre olhando de um lado a outro, tem um comportamento arisco, esquivo, porque sabe que a qualquer momento pode ter uma surpresa desagradável. Cachorro de rua, pra ser bicho solto em cidade grande, tem que ser malandro, fazer a correria pra ganhar o de cada dia. Muitas vezes fechar uma parceria de proteção e carinho com um morador de rua é essencial. E se vacilar, já era. Se esses cães soubessem a vida boa que seus companheiros têm em Icém... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-7183444012629610412?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/7183444012629610412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=7183444012629610412&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/7183444012629610412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/7183444012629610412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/01/vida-de-co-tambm-pode-ser-boa.html' title='Vida de cão também pode ser boa'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-7498723544837131986</id><published>2008-01-25T07:43:00.000-02:00</published><updated>2008-01-25T07:47:18.752-02:00</updated><title type='text'>Aviso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em muitas linhas deste blog, ficção e fatos se confundem. Se nem mesmo eu consigo às vezes separá-los, não aconselho ao meu caro e raro leitor o esforço dessa tarefa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-7498723544837131986?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/7498723544837131986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=7498723544837131986&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/7498723544837131986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/7498723544837131986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/01/aviso.html' title='Aviso'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480959032255751662.post-2616080877666052453</id><published>2008-01-23T14:04:00.001-02:00</published><updated>2008-03-02T15:06:12.000-03:00</updated><title type='text'>Testando o meio...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esta é minha primeira incursão neste espaço que talvez seja o mais democrático para compartilhar impressões, idéias, textos engavetados, etc. Sem pretensão alguma, mesmo porque não sei até quando terei paciência ou disciplina para manter o blog atualizado, pretendo postar aqui textos que até então não tinham outro leitor que não fosse eu mesmo, ou um ou outro amigo. Então, aos amigos que se dispuserem a gastar um pouco do seu tempo com minhas banalidades, sejam bem-vindos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480959032255751662-2616080877666052453?l=banalidadesessenciais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/feeds/2616080877666052453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480959032255751662&amp;postID=2616080877666052453&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/2616080877666052453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480959032255751662/posts/default/2616080877666052453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://banalidadesessenciais.blogspot.com/2008/01/testando-o-meio.html' title='Testando o meio...'/><author><name>Artur Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08274523742707910697</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_n2fVmkffCCs/R5jjtiJw4JI/AAAAAAAAAAM/GgTq0x6aclg/S220/rosto+para+arquivo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
